quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Acessibilidade [vídeo]

Um vídeo básico que fala sobre a acessibilidade aqui no Brasil. Lembrando que hoje é quinta-feira, vim apenas  dar uma passada rápida no blog. Vamos tratar deste assunto logo, logo. Boa semana, pessoal!

Ps.: Para quem quiser saber mais, a norma que rege a acessibilidade da arquitetura é a:

NBR 5090 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos) 



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mãos à obra! [Estágio em Obra, Parte 1]

Oi gente, estou de volta! Dessa vez vim falar um pouco do que é estagiar em obra. Para quem não sabe, eu me formei em edificações e hoje curso arquitetura e urbanismo. Meu estágio é na construção de um prédio multifamiliar em Icaraí, bairro nobre de Niterói/RJ. Se bem que o prédio não é tão nobre assim. A empresa tem um que, este sim, é nobríssimo: duplex (1 apartamento a cada dois andares), com valor de 2,5 à 3 milhões. Uau né! Pois é... O meu prédio é grande até, mas são uns 8 apartamentos por andar, para classe média mesmo. Destes que estão na moda, bem padrão.

Bem, minha rotina na obra é algo que 100 em cada 100 pessoas perguntam, algo incrível. Muitos ainda se surpreendem em saber que uma mulher também pode se meter no canteiro de obras e dividir o barracão com o mestre, o apontador e o engenheiro. Pois saibam que não é nenhuma novidade mais. Hoje em dia muitas estagiárias e engenheiras/arquitetas vão para campo, trabalham igual aos homens da mesma área. Claro que nós temos lá nossas diferenças, mas nada demais.

Um dos meus conselhos principais para as meninas que querem trabalhar em obra é: não seja fresca. Se você só sai de casa arrumadinha, não tem nenhuma blusa mais fechada, sempre anda com alguma maquiagem e não abre mão de usá-la e retocar com frequência, esqueça. Eu vou para obra na correria sempre, de calça comprida, alguma sapatilha ou tênis, blusa básica e comportada, nada mais. Além de ter que levar o material da faculdade! Maquiagem é algo MUITO difícil na obra. Mesmo porque você não terá tempo de retocar. Cabelo sempre suja bastante, o capacete e suor atrapalham em deixar ele sempre cheiroso e arrumadinho. Nós temos uma rotina corrida, subindo e descendo as lajes. Ficamos entre o barracão (escritório) e o campo (obra). Manuseamos muitas plantas também, além da trena para medirmos furações, alvenaria e etc. Então é disposição para andar na obra, aguentar os intempéries (muito calor, chuva, vento) e querer aprender, esquecendo que você está se sujando, tá feia, tá isso ou aquilo. Tem que entrar pensando no trabalho e ponto final. A vantagem do estágio em escritório é essa: você se arruma melhor, pode dar pequenas pausas para retocar maquiagem, regula seu ar-condicionado e vive feliz. Lá não.

Além da vontade de trabalhar e a falta de frescura, temos que pensar também no conhecimento que se quer ter. Há pessoas que não querem nem ouvir falar em estrutura, alvenaria, sondagem... Estes estão fora. E por sinal, eu acredito que nem arquitetura/engenharia deveriam fazer. Mesmo a arquitetura exige um conhecimento nessas áreas mais técnicas. A menos que você queira ser um arquiteto de interiores que joga toda responsabilidade técnica em quem projeta. Enfim. É bom sabermos de tudo um pouco, ao menos. Eu digo mais: bom que se chegue com um conhecimento BÁSICO 'do que é o que' dentro da obra. Saber que alvenaria são os tijolos, que há concretagens e existe um teste feito em campo (Slump Test), que as peças estruturais existem e são dimensionadas minuciosamente, tendo que estar tudo ok para a concretagem. Saber diferenciar essas peças: viga, pilar e laje (juro, tem gente que não sabe que isso existe) e etc. Próxima postagem eu explicarei estes detalhes!

Estagiar em obra não tem muito mistério, mas é como tudo na vida: tem que ter disposição e determinação. Saber que há prioridades e lá prazos devem ser cumpridos e tudo na correria, muitas das vezes. Além do trabalho em equipe, que é fundamental. Logo eu postarei listinhas do que geralmente é feito na obra por nós, estagiários. Da equipe que temos, do que eu já vi por lá... Além de dar aqui uma noção para ninguém entrar cru na obra, o que é muito ruim!

Desculpe pelo post rápido e escrito de forma bem simples e corrida. São 00:38h e amanhã 7:30 tenho que estar no estágio, então, FUI! (risos)

domingo, 21 de agosto de 2011

O que tem acontecido?


Fazer arquitetura e ainda trabalhar em obra não me tem sido muito fácil, sabem. Eu me afastei 100% do blog e meus dias passaram como se eu nem mesmo lembrasse de ter um. Manter isso aqui dá mais trabalho do que imaginei. Pois bem, eu tentarei manter as postagens mais constantes e, além disso, mudarei um pouco o tema do blog. O centro continua sendo a arquitetura/const.civil, mas vou começar a levar para o lado pessoal também. Me inspirei lendo "As curvas do tempo", um livro de memórias do Oscar Niemeyer. Ganhei este livro da amiga de minha mãe e achei bastante interessante. Eu precisava ter mesmo onde postar minhas idéias, vivências e pensamentos. Afinal, eu era uma menina que deseja fazer LETRAS, não arquitetura. Fui aprovada pela UERJ e não fui. Escrevi em caderninho e diário quase que minha infância e adolescência toda. Preciso voltar a isso, faz bem a mente e a alma.

Além da correria nos estudos e estágio, eu ainda tenho um compromisso além: meu namoro. Meu namorado e eu somos da mesma faculdade e curso, mais um estudante de arquitetura. Só muda o período. Ele às vezes fica sem o tempo que desejava comigo durante a semana, fim de semana o tempo que tenho é com ele e com os deveres de sempre: deixar o quarto no esquema, lavar as roupas, passar, limpar o banheiro.. É, essa é minha vida. Domingo é o dia de compromisso com Deus. Aliás, ele nos dá tantas bençãos que domingo é o mínimo. E a pouco tempo eu ainda me comprometi em ajudar no ministério infantil da igreja. Este sábado participei de um curso voltado para as crianças pela APEC. Durou meu sábado todo (9:00 às 17h) e às 20h fui para reunião de jovens. Pessoal, de fato não tem sido fácil arrumar meu horário pra sentar, relaxar e postar. Estou abrindo o jogo aqui porque quero ser mais transparente com quem me visita e mostrar mais que eu sou. Ninguém é perfeito, né? Mas apesar dessa bagunça toda, acreditem, vou voltar e pra valer. Estará marcado na agenda, meus queridos. O blog terá seu cantinho. E quando eu tiver nessa correria toda, vou falar aqui também! Esse vai ser meu quase 'diário', vão ter que me aturar, vixi! (risos).

Além de tudo, gostaria de fazer um apelo aos visitantes: Não deixem de postar ou mandar um e-mail com a opinião e sugestão de vocês. É importantíssimo! Além do mais, eu também quero conhecer os que por aqui passam.

Um grande abraço!


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Voltando ao blog

Para quem lê o blog, perdão a falta de postagem, eu não morri, viu. Da última postagem para cá muitas coisas aconteceram e eu simplesmente fiquei sem internet, o que dificultou (e muito) as postagens.

Como sabem, me mudei no final do ano passado, e de lá para cá o único progresso que tive foi o pc do meu irmão estar com uma internet que caia toda hora. Mas enfim, hoje cá estou eu, consegui! De lá pra cá aconteceram coisas interessantes e que eu até gostaria de dividir melhor com vocês aqui no blog, mas o tempo é curto, por exemplo:
Minha faculdade de arquitetura começou e logo eu arrumei um estágio. É em obra, bem legal. Conto a experiência num próximo post com detalhes. Também fui aprovada na UERJ, um dos apenas 2 vestibulares que prestei ano passado. Passei para letras, o que sempre quis fazer antes de entrar para o técnico, e abri mão. Ainda sinto um pouco de vazio porque eu passei, de primeira, fazendo a prova meio de qualquer jeito. Mas enfim, dei prioridade a construção civil, vamos aproveitar que o bonde já tá andando né galera! hahaha.
Além da faculdade, estágio e vestibular de letras, ainda tem uma: tô namorando! Gente, namoro junto disso tudo tira muito, muito meu tempo. De uma forma maravilhosa, claro. Mas tira! Quando não estou estudando ou trabalhando, tô com ele! (risos). Porém, minha internet foi instalada ontem e eu já estou postando, é um bom sinal!

Lá na faculdade as coisas vão bem, apesar de eu estar muito ferrada em desenho arquitetônico porque não tive tempo de terminar as plantas e atrasei. Vou perder 2 pontos se entregar na próxima aula. Na média! Paciência né... Mas eu gabaritei GD! A prova valia 8,00, ufa! E além disso tudo, o EREA Vila Velha está as portas e eu IGNOREI. Poxa, fiz um post disso né. Pois é. Namorando e toda enrolada, não me deu a mínima vontade de ir. Queria mais para conhecer Espírito Santo mesmo, mas deixa para próxima. Dia 20 a galera toda estará lá! Se algum amigo for, eu posto aqui as histórias!

Gostaria também de falar um pouquinho sobre o andamento do blog, pessoal. Eu fiquei um bom tempo afastada, sem poder postar direito, achando que isso aqui estaria as moscas, largado e sem visitas. Hoje me surpreendi, pois vi nas estatísticas que o pessoal está acessando SIM. Obrigada aos que visitam, de coração. Afinal, eu não fico aqui escrevendo apenas para mim mesma!

Lá vão as estatísticas:


Viram?? Só ontem foram 41 visitas! É isso aí, espero conseguir movimentar mais o blog para que continuem vindo. Lembrando que quem quiser me contactar, só buscar aqui no blog meu orkut, facebook ou mandar um e-mail para: ju.gmellos@gmail.com

Um grande abraço e boa semana para todos!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais sobre o ensino técnico no país [Motivação]

Como eu vim de uma escola técnica e a postagem que fiz a respeito fez sucesso em número de acessos, resolvi trazer um vídeo do Globo Repórter lá no Henrique Lage, onde estudei. A reportagem é voltada pro curso de eletrônica, mas mostra como funciona o esquema e a opinião dos alunos. Vale a pena conferir!



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vestibular em Foco

Pessoal, vim dar aquela passadinha bem rápida só para tratar de um assunto PRIMORDIAL na vida de quem quer fazer arquitetura ou engenharia: o vestibular.
Estava visitando um excelente blog de física, o Efeito Joule, e me deparei com umas dicas que achei interessante dividir com vocês sobre como se preparar para o vestibular. Lá vai:

1- Existem preparações diferentes para vestibulares diferentes: se você vai estudar para entrar em uma escola particular, a prioridade pode ser o preparo para o que vai enfrentar depois do vestibular, pois, dependendo da universidade, entrar não é difícil. Se você vai estudar para ingressar na faculdade através do ENEM, o foco são as competências e habilidades esta prova pede, o que é bem diferente de prestar um vestibular de faculdade federal. Então, o auto-conhecimento, e saber qual o melhor caminho para você é o primeiro passo.*

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre elefantes e arquitetos


Dizem os estudiosos que os elefantes são agentes modificadores do ambiente ou natureza. Isto se dá por que, devido ao seu porte, o elefante, por onde passa, transforma o meio. Pensemos bem: desde a vegetação rasteira que, dependendo do tamanho do grupo e freqüência com que faz o trajeto, acaba por virar uma via de chão batido até a vegetação mais alta, que acaba por se rarear por causa da alimentação da manada, quase tudo no ambiente físico sofre alteração por causa da intervenção do elefante (manada). Some-se a isto as árvores e arbustos que são derrubados, a grande quantidade de dejetos e o impacto “social” entre os animais que a passagem deste grupo causa.

Baseado neste exemplo podemos dizer que os arquitetos são também agentes modificadores do ambiente. Por sua atuação, e influência da conseqüência de seu trabalho, o arquiteto pode interferir e modificar as características e até a natureza do meio. Arquitetos e elefantes são, por atuação no ambiente, agentes com funções similares: modificadores.

O arquiteto, na sua esfera de atuação, pode interferir e modificar o meio onde está inserido. As decisões tomadas em projetos estão intimamente relacionadas com a cidade. Quando o arquiteto cria um muro divisório entre o público e o privado, por exemplo, dependendo da altura deste muro e da largura da calçada, bem como da via pública, o resultado pode ser de claustrofóbico e sufocante até confortável e convidativo. Isto mostra como o resultado das decisões projetuais podem interferir diretamente na vida do usuário intermediário e do usuário final do ambiente, seja ele público ou privado.

Curiosamente a atuação dos elefantes no meio gera modificações que direcionam a vida dos demais animais circundantes. O trabalho (associado a outros agentes profissionais e fatores externos ao exercício da profissão) dos arquitetos pode gerar o mesmo direcionamento na vida dos usuários do ambiente construído. Direcionamento este que vai muito além do “mero” espaço. Este direcionamento pode ocorrer em sentido estético (quando se gera uma “imagem” que é forçosamente absorvida pela população, quando se cria uma expectativa construtiva e estética que condiz, ou não, com a história e formação originais do ambiente onde este usuário está inserido), direcionamento em sentido espaço-funcional (quando se transformam ou se adaptam, bem como se criam novas necessidades e usos para as construções e ambientes internos e externos) e direcionamento urbanístico (quando as decisões interferem diretamente na cidade, ou seja, no modo de vida comum da população).

O peso das decisões dos arquitetos aumenta muito quando se avaliam estes simples aspectos das resultantes do trabalho profissional e das conseqüências deste. Conseqüências sim! Não podemos imaginar que decisões, num sistema de vida “globalizado” como o nosso, possam ser tomadas isoladamente e, portanto, sem responsabilidade profissional ou mesmo social.

Neste ponto estabelecemos a diferença na similaridade entre elefantes e arquitetos: o primeiro grupo interfere devido ao instinto e fatores externos que não estão sob seu controle (como questões alimentícias, climáticas e de sobrevivência) ou senso de ética, que sequer existe. O segundo e privilegiado grupo interfere no ambiente com o uso pleno (pelo menos é esperado!) de dois instrumentos balizadores de ação, que fazem toda a diferença: inteligência e senso ético.

Assim o arquiteto não pode simplesmente achar que sua atuação está além do crivo social ou humanístico, que pode agir com uma espécie de “síndrome de deus”, como se suas crias fossem isoladas e completas em si mesmas. Interferências no ambiente social, por parte dos arquitetos, são sempre acompanhadas de respostas a si mesmos e à sociedade. Esta cobrança se faz necessária e oportuna, pois regula, de certa forma, a interferência.

Trabalhar (projetar) para o arquiteto deve ser uma grande responsabilidade e prazer por causa das conseqüências e amplitude que uma ação projetual pode gerar. Isto torna o trabalho mais instigante e incisivo em resultados. Como disse, certa vez, um amigo e colega de profissão – “arquitetura é difícil!”. Esta frase me parece bastante sensata quando associada à responsabilidade social da ação arquitetônica. Simplesmente projetar, sem levar se levar em conta o efeito que o projeto pode ter nos diversos tipos de usuários (não somente o final, simplesmente o cliente) que estarão vinculados (alguns forçados!) à obra, se torna banal e inconseqüente. Diante do brilhantismo que o projeto pode ter ao se levar em conta as mais diversas interfaces que tornarão o projeto o mais responsável possível as decisões, com certeza, serão mais bem pensadas e estruturadas em pensamentos sólidos que primam pela beleza, mas também estão cientes de que o resultado faz parte de um todo chamado cidade, com pessoas interagindo com o ambiente construído.

De fato também é bom lembrar um aspecto interessante: assim como ocorre com os elefantes, alguns fatores externos podem fugir de nosso controle ao trabalharmos. Clientela difícil, atenuantes e agravantes de construção, financiamento da obra, gosto (não se tem como descartar esta variante impressionante numa profissão que alia a frieza da técnica e precisão matemática ao mais doce humanismo da concepção e criação artística), clima e outras possíveis “impossibilidades”. No entanto reforço aqui o papel do senso ético do profissional em conviver com estes fatores da maneira mais produtiva possível, sem deixar que circunstâncias, simplesmente, tomem as rédeas do projetar. Esta fina pele que divide o controlável do incontrolável, a circunstância do fato, o sim do não, o seguir do parar por aqui, pode ser fator determinante para que o trabalho seja feito sem deixar seqüelas na atuação do arquiteto, seja profissional ou pessoal. Ao contrário de ser um agente dificultador este detalhe torna o exercício da profissão mais intrigante e fascinante, pois o embate enriquece e torna o trabalho mais abrangente devido às muitas interfaces que se fazem presentes desde a idéia conceitual até a tomada final de decisões.

Projetar, longe de ser um trabalho solitário e isolado, é um trabalho que envolve pensar na obra e na influência que ela pode ter na vida das pessoas e da cidade. Modificar o meio com responsabilidade é um privilégio para poucos e deve ser valorizado pelo potencial de ação que isto gera e estimula.

[Barros Lima - arquiteto e urbanista]

Pessoal, este foi um texto retirado do site do arquiteto, no qual eu muito gostei. Como o intuíto do blog é falar de construção civil no geral, nada melhor que uma técnica em edificações e estudante de arquitetura falar de... Arquitetos! Espero de coração que tenham gostado, assim como eu.
Gostaria de aproveitar a deixa para comunicá-los que infelizmente ainda estou sem internet em meu querido computador. Espero em breve poder começar as postagens de fato, regularmente. Porém, preciso estar conectada lá, onde posso postar em paz.
Semana que vem começam minhas aulas, e a de vocês? Espero que todos tenham um excelente ano letivo! E que este período renover suas energias! Aliás, tem o carnaval né, que beleza! E pior que tenho muitos amigos felizardos que só voltam as aulas dia 14, após o carnaval.Bem, aproveitem enquanto há tempo! :D                                                                                                                                
                                                                                                                                 Grande abraço,
                                                                                                                                  Juliana Mello.